Financiamento imobiliário em caso de divórcio: O que deve saber
O financiamento da propriedade é muitas vezes uma questão fundamental num divórcio, especialmente se a propriedade ainda não tiver sido paga. Saiba quais os aspectos jurídicos e financeiros a ter em conta e como encontrar uma solução justa.
Responsabilidade partilhada pelo empréstimo imobiliário
Se ambos os cônjuges tiverem assinado o contrato de empréstimo, são responsáveis perante o banco como devedores solidários. Isto significa que cada parceiro é responsável pela totalidade do montante do empréstimo e não apenas pela sua parte. Este modelo minimiza o risco para o banco, mas coloca os dois parceiros perante grandes desafios em caso de separação.
Penalização por reembolso antecipado de vendas de imóveis
- Se o imóvel for vendido antes do termo do período de juros fixos, é normalmente aplicada uma penalização por reembolso antecipado.
- O montante desta comissão depende do montante do empréstimo, do prazo restante e das taxas de juro.
- Como muitos empréstimos têm prazos longos, esta comissão é muitas vezes inevitável em caso de venda.
Opções para a propriedade partilhada
Se o imóvel pertencer a ambos os parceiros, existem várias opções:
- Venda: A venda do imóvel é muitas vezes a solução mais prática se ninguém puder suportar sozinho as despesas de funcionamento.
- Aquisição por um parceiro: Um dos parceiros pode assumir a propriedade se puder suportar sozinho os custos de financiamento e de manutenção. O banco deve concordar com a retirada do outro parceiro do contrato de empréstimo.
- Aluguer: Se ambos os parceiros estiverem de acordo, a propriedade pode também ser arrendada para cobrir as despesas de funcionamento.
Aspectos fiscais
Na venda de um imóvel, devem ser respeitadas as regras fiscais, nomeadamente a taxa de especulação em conformidade com o §23 EStG:
- Se o imóvel foi ocupado pelo proprietário no ano da venda e nos dois anos anteriores, a taxa de especulação não se aplica.
- Se um dos parceiros tiver saído de casa durante esse período, o imposto pode ainda ser devido.
Conclusão: a clarificação do financiamento é crucial
A decisão sobre a forma de lidar com a propriedade conjunta requer um planeamento cuidadoso e aconselhamento jurídico. Quer se trate de vender, retomar ou arrendar - um regulamento claro garante a segurança e evita litígios.
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Robert Schüßler
Avaliador de imóveis (EIA e IHK)
Nota: Este texto tem um carácter meramente informativo e não constitui um aconselhamento jurídico ou fiscal. Consulte um especialista se tiver dúvidas individuais.


